Lei do Audiovisual | Fomento Direto e Fomento Indireto
Entenda a Lei do Audiovisual, diferença entre fomento direto e indireto e como a Inside Branded Content, produtora registrada na ANCINE, pode transformar projetos em realidade.
FOMENTO
Marco Aurélio Sanna
8/26/20255 min read


Lei do Audiovisual | Fomento Direto e Fomento Indireto
O setor audiovisual brasileiro é um dos mais vibrantes da América Latina. Filmes, séries, documentários e conteúdos para TV e streaming movimentam bilhões de reais todos os anos, geram empregos e ajudam a projetar a cultura brasileira no mundo. Mas por trás dessa indústria existe uma base essencial: as políticas públicas de incentivo. Entre elas, a Lei do Audiovisual é o principal mecanismo de financiamento de obras no Brasil, permitindo que ideias se transformem em projetos concretos por meio de diferentes modalidades de fomento direto e indireto.
Para quem deseja produzir ou investir no audiovisual, entender como funcionam esses mecanismos é fundamental. A ANCINE (Agência Nacional do Cinema) e o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) são os órgãos e instrumentos centrais que regulam e operacionalizam esse sistema.
Neste artigo, vamos explorar em profundidade como a Lei do Audiovisual funciona, o que são os fomentos direto e indireto, quais são suas diferenças, seus benefícios e como uma produtora registrada pode acessar esses recursos e transformar projetos em realidade.
O que é a Lei do Audiovisual?
A Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/1993) foi criada para estimular a produção nacional de obras cinematográficas e audiovisuais. Seu principal objetivo é permitir que parte dos impostos devidos por empresas e pessoas físicas seja direcionada para o financiamento de filmes, séries, documentários e outras obras brasileiras.
Esse mecanismo funciona como uma espécie de "ponte" entre investidores e produtoras de filme: em vez de todo o recurso ir para a arrecadação geral da União, uma parte é canalizada para a cultura, fomentando diretamente o setor.
Além da dedução fiscal (fomento indireto), a Lei também dialoga com programas de apoio governamentais e editais públicos que compõem o chamado fomento direto.
O que é fomento direto?
O fomento direto é quando os recursos são destinados diretamente do orçamento público ou de fundos específicos para a produção audiovisual. O principal instrumento nesse modelo é o FSA – Fundo Setorial do Audiovisual, gerido pela ANCINE.
Funciona assim:
A ANCINE abre chamadas públicas ou editais de seleção.
Produtoras de filme apresentam seus projetos conforme os critérios do edital.
Uma comissão técnica avalia as propostas, considerando viabilidade, impacto cultural e potencial de distribuição.
Os recursos são liberados diretamente para a produtora executar a obra.
Entre as vantagens do fomento direto estão:
Acesso democrático: editais abertos permitem a participação de produtoras de diferentes regiões do país.
Estímulo à diversidade cultural: há linhas específicas para obras regionais, educativas e independentes.
Foco estratégico: muitos editais priorizam produções com potencial de circulação internacional e fortalecimento da indústria nacional.
O FSA é hoje um dos principais motores do setor, financiando desde grandes produções até projetos independentes que dificilmente teriam espaço sem apoio público.
O que é fomento indireto?
O fomento indireto acontece por meio dos incentivos fiscais da Lei do Audiovisual. Nesse caso, empresas e pessoas físicas destinam parte de seu Imposto de Renda para financiar projetos aprovados pela ANCINE.
Na prática:
Uma produtora de filme cadastra seu projeto na ANCINE.
Se aprovado, o projeto pode captar recursos junto a investidores privados.
O valor investido pode ser deduzido do imposto devido, dentro dos limites da lei.
A produtora executa o projeto e presta contas à ANCINE.
Entre as vantagens do fomento indireto estão:
Benefício fiscal: empresas reduzem a carga tributária ao investir em cultura.
Associação de marca: patrocinadores têm seu nome vinculado a obras culturais de grande alcance.
Flexibilidade: empresas escolhem em quais projetos desejam investir.
O fomento indireto é considerado um dos mecanismos mais eficientes, pois alia interesse público (fomento à cultura) e interesse privado (benefício fiscal e visibilidade de marca).
Diferenças entre fomento direto e indireto
Embora ambos façam parte da Lei do Audiovisual, existem diferenças importantes entre as duas modalidades:
Origem dos recursos
Fomento direto: vem de fundos públicos como o FSA.
Fomento indireto: vem de empresas e pessoas físicas que direcionam parte do Imposto de Renda.
Forma de acesso
Fomento direto: via editais e chamadas públicas da ANCINE.
Fomento indireto: via aprovação de projetos e captação junto ao mercado privado.
Controle e participação
Fomento direto: maior protagonismo do Estado, que define critérios e prioridades.
Fomento indireto: maior participação da iniciativa privada, que escolhe os projetos que deseja apoiar.
Na prática, muitos projetos audiovisuais combinam as duas modalidades, garantindo maior viabilidade financeira e ampliando o alcance.
O papel da ANCINE e do FSA
A ANCINE é a agência reguladora responsável por coordenar, fiscalizar e fomentar o setor audiovisual brasileiro. Ela aprova projetos, acompanha prestações de contas e garante que as normas sejam cumpridas.
O FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) é o braço financeiro do setor, criado para apoiar desde a produção até a distribuição e a exibição de obras. Ele financia projetos de diferentes portes e formatos, incluindo cinema, TV e streaming.
Graças ao trabalho conjunto de ANCINE e FSA, o Brasil conseguiu ampliar significativamente a produção audiovisual nas últimas décadas, levando filmes nacionais a festivais internacionais e garantindo diversidade cultural no mercado interno.
Por que a Lei do Audiovisual é estratégica para o Brasil?
O audiovisual não é apenas entretenimento: ele é também economia, identidade cultural e projeção internacional. Alguns impactos diretos da Lei do Audiovisual são:
Geração de empregos: cada produção envolve dezenas ou centenas de profissionais.
Fortalecimento da economia criativa: movimenta setores como tecnologia, turismo e educação.
Internacionalização da cultura brasileira: filmes e séries nacionais chegam a plataformas globais.
Democratização cultural: amplia o acesso do público a diferentes narrativas.
Sem os mecanismos de fomento direto e indireto, a produção brasileira ficaria limitada a poucos players, dificultando a diversidade de histórias e a valorização da identidade nacional.
O papel da produtora de filme nesse contexto
Uma produtora de filme registrada na ANCINE é peça-chave para acessar os recursos da Lei do Audiovisual. Ela é responsável por:
Elaborar projetos de acordo com as normativas;
Submeter propostas para editais e chamadas de fomento direto;
Captar recursos junto a empresas pelo fomento indireto;
Executar e gerenciar as produções;
Prestar contas com transparência.
Produtoras que já têm histórico em projetos aprovados se destacam no mercado, pois transmitem confiança para investidores e órgãos reguladores.
Inside Branded Content: experiência e credibilidade no audiovisual
A Inside Branded Content é uma produtora registrada na ANCINE, com experiência em projetos contemplados por leis de fomento como a Lei Paulo Gustavo e a própria Lei do Audiovisual.
Com atuação em filmes, séries e documentários, a produtora une criatividade e profissionalismo na execução de projetos culturais. Além disso, já teve reconhecimento em festivais e no mercado, consolidando-se como referência no setor.
Mais do que realizar produções, a Inside Branded Content atua como parceira estratégica para empresas que desejam investir em audiovisual com segurança e transparência.
Quer investir no audiovisual ou tirar seu projeto do papel?
Entre em contato com a Inside Branded Content e descubra como transformar sua ideia em realidade com o apoio da Lei do Audiovisual.
E por fim
A Lei do Audiovisual é a base do financiamento cultural no Brasil, permitindo que o país produza obras de qualidade, diversificadas e competitivas no cenário internacional. Entender a diferença entre fomento direto e fomento indireto é essencial para quem deseja produzir, investir ou simplesmente apoiar a cultura brasileira.
Com a regulação da ANCINE e o apoio do FSA, o setor audiovisual continua crescendo e oferecendo oportunidades para criadores, empresas e investidores.
Nesse cenário, contar com uma produtora de filme experiente, registrada e com histórico de aprovação em projetos é fundamental.
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